Probabilidade e sorte
Por que acreditamos na sorte?




Acreditamos na sorte porque nosso cérebro busca padrões e causas até naquilo que acontece por acaso. Além disso, lembramos melhor das vezes em que algo “funcionou” do que daquelas em que não deu certo, o que alimenta a impressão de que existe algo além da coincidência.
Em busca de padrões
Detectar padrões foi muito útil para sobreviver: associar um barulho a um perigo, uma nuvem à chuva. O problema é que esse detector também é ativado pelo acaso. Se você ganha duas partidas seguidas com a mesma camiseta, sua cabeça começa a desconfiar que o segredo está nela.
A memória seletiva
Os psicólogos chamam isso de viés de confirmação: prestamos atenção naquilo que confirma o que já acreditamos. As tardes em que a cadeira da sorte não funcionou ficam esquecidas; a grande virada é lembrada por anos.
A ilusão de controle
Há pessoas que lançam os dados com mais força quando querem um número alto, ou que preferem cortar o baralho elas mesmas. É a ilusão de controle: sentir que influenciamos algo que é puro acaso. Falamos disso em a falácia do jogador.
Faz mal acreditar na sorte?
Na mesa de jogo, quase nunca: as manias fazem parte do folclore das partidas e rendem diversão. O problema aparece quando essa crença é usada para justificar apostas em dinheiro. Por isso, no Lascuarenta não se aposta, como explicamos em por que não somos um cassino. E, se quiser se aprofundar, leia existem marés de sorte?
Perguntas frequentes
Por que o cérebro vê padrões no acaso?
Porque detectar padrões foi útil para sobreviver, e esse mecanismo também é ativado por acontecimentos aleatórios.
O que é a ilusão de controle?
A sensação de que podemos influenciar resultados que dependem do acaso.